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12 de novembro de 2018

POESIA: Ser Especial.

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Repare que para ser um ser especial,
ser alguém que faz importar à Vida
enquanto faz a vida dos outros valer a pena,
é ser um apostador do bem contra o mau,
é ter fé no otimismo sem perder a crítica;
e mesmo sendo pessimista, ser realista, feliz.
Ser especial é realizar os sonhos, fazer mais,
é imaginar e ao mesmo tempo viver o real,
é ir muito além do que se é, é ressoar paz,
ser um ser especial é, acima de tudo, ser legal.

22 de outubro de 2018

POESIA: Louco Desejo da Liberdade!

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Louco desejo da liberdade!
Louco por ser livre e só assim feliz!
Louco desejo pela igualdade!
Busca comum dos escravos e dos inconfidentes de Minas!

Louco desejo da liberdade!
Necessidade nata por valentia!
Louco desejo das muitas idades!
Um povo livre, verdadeiramente emancipado!
Uma brava legião de "tiradentes" pelos incontáveis brasis!

Louco desejo da liberdade!
Conquista presente dia após dia!
Louco desejo pela fraternidade!
Ser um combatente, ao mesmo tempo, o rendido!

Louco desejo da liberdade!
Mesmo com a certeza da morte, o dever de resistir!
Louco desejo de fazer valer a posteridade,
sabendo que os caídos também se levantam diante do Bendito!

Louco desejo da liberdade!
Louca saudade, uma força motriz!
Viva os famintos mortos em vida!
Têm suas histórias cruelmente negadas, porém são infinitas!

8 de outubro de 2018

POESIA: Siga em Frente!

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Siga em frente, meu bom amigo!
Siga com fé, esperança e coragem!
Agradeça, não olha para trás!
Persista e recomeça de novo se preciso,
porém, antes de tudo, desistir jamais!
O tempo dos dias é sempre escasso!
Com ternura, a vida, intensa e curta,
no mistério de estar vivo, perdura.
Ao mesmo tempo, Ela é a passageira,
uma passageira que passa e fica, iludida.
Ao mesmo tempo, Ela é a viagem,
um caminho campestre, doce e feliz, secreto;
é tudo que existe, é a persona e o personagem.

24 de setembro de 2018

POESIA: Artifício do Cão.

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Inegável beleza
é cativar amigos ao longo da vida,
o contrário é artifício do cão.
Inimigos se convidam à mesa?
Compartilham do mesmo pão?
Claro que não!

Inegável beleza
é vencer convencendo,
e sendo convencido pelos que insistem.
Aos inimigos, a distância, a indiferença;
e não o ódio porque o ódio é uma forma de amar.
E amor de amigos é apenas entre irmãos,
é dos que se querem bem!

10 de setembro de 2018

POESIA: A Tristeza é Momento.

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Se a tristeza o abate,
recolha-se um pouco e se olha,
mas não se assole, chora;
é olhando para dentro,
vivendo inequivocamente o que se sente,
que se cresce, que se evolui;
que descobrimos onde se encontra nosso centro,
que a plenitude da alma se constrói.
Se fracassou aos combates,
se retira e se entenda,
mas não fuja da vida, retorne;
não importa quanto tempo depois,
deixa que o próprio tempo, os fracassos, apaguem;
todas suas más lembranças, seus tristes momentos,
um dia passarão como passa o passado;
seus maus sentimentos, pode acreditar,
não serão eternos, são apenas mágoas.

27 de agosto de 2018

POESIA: Pot-pourri em Versos (Homenagem a Drummond).

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Tinha uma pedra no meio do caminho.
Longamente caminhamos.
Uma flor na rua!
Longamente caminhamos.
Sua cor não se percebe.
E agora, José?
Devo seguir até o enjoo?
Mundo mundo vasto mundo,
botam a gente comovido com o diabo.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Nunca me esquecerei desse acontecimento,
está sem discurso,
está sem carinho,
fundem-se no mesmo impasse.
Uma flor nasceu na rua!
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
Minha mão está suja.
Preciso cortá-la.
No meio do caminho tinha uma pedra.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.

(Amanhecerá.)

14 de agosto de 2018

POESIA: Vigília.

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Vigília.
Os perigos da vida
 ante a paz compartilha;
um viver à Essência sem armadilhas.

Vigília.
A alma ameniza.
Entre idas e vindas, ela própria se guia;
de tantas experiências, cada vida é uma ilha,
um pedaço de carne cercado de vida.

30 de julho de 2018

POESIA: Cego, Surdo, e Mudo.

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(Uma pequena homenagem a João Cabral de Melo Neto)

Cego, surdo e mudo:
ainda assim compreendo tudo.
Ligeiramente estúpido, contra todos,
perdoadamente errado, um antitudo;
e assim assimilando raízes parcas,
tateando intelectos cacundos.
E nos mesmos olhos de hoje, parcos,
raso pelo que tenho nas profundezas, sou a praia,
afundado em razões sem assunto, sinto-me profundo.

Cego, surdo e mudo:
insistindo com as insistências,
preterido de minhas próprias preferências;
o que tudo vê e o que nada enxerga.

Cego, surdo e mudo:
ora um Severino de João Cabral,
o daquele mesmo poeta;
ora um de Melo Neto,
um nordestino, o centrista,
o mocinho e o marginal,
o que briga e não faz por onde,
um assujeitado, um vagamundo.

16 de julho de 2018

POESIA: Na Frieza Com Que Me Olha...

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Na frieza com que me olha
percebo e sinto uma frágil emoção,
uma insegurança insistente que não se controla,
vejo o empedernido destempero, crescente receio,
a incapacidade, a impotência, o medo de agir.

Na frieza com que me olha, vejo você.
Percebo e sinto o teu medo de si,
sua própria vida, reprimida, indo embora,
desaparecendo, morrendo antes mesmo de partir,
o espelho mostrando o lado feio da alma,
humanidade morta, o fracasso de quem já caiu.

9 de julho de 2018

POESIA: Tenho Fé.

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Tenho fé porque estou vivo.
Vida que se vive na fé e nas marés.
Tenho fé, sei que estou vivo.
E, se estou vivo, apenas vivo e não apego.
Tenho fé na reunião, sem os ouros da vida.
Fé na vida, pleno, fé de quem sabe o que quer.

Tenho fé, um sentimento de exercícios.
Fé porque é da fé que se vive a fé.
Tenho fé, aprendi a ser tranquilo, mais pacífico.
Às adversidades, desacelero e espero.
Tenho fé, fé de que não controlo a vida.
Em tudo e em todos, seja o que Deus quiser.

Tenho fé, logo respiro e inspiro.
Fé pela fé, hoje e amanhã terei fé.
Acredito, a perfeição não existe.
Misterioso, o mundo é o que é.
Tenho fé, me preencho e então me sinto.
A vida só faz sentido sendo o que se é.

18 de junho de 2018

POESIA: Em Um Segundo, o Mundo.

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Breve,
em um segundo.
Faz sentido quanto mundo
o momento presente.

O breve segundo,
o momento profundo,
o segundo no mundo,
as realidades diferentes.

Um segundo entre assuntos,
esse velho novo mundo,
que entre tantos mundos,
persiste as verdades dos momentos.

5 de junho de 2018

POESIA: O Que os Olhos Não Veem


O que os olhos não veem
não pesa na consciência,
não pode ser definido, auto convencido,
considerado como o que não compensa.

O que os olhos não veem,
não existe, nunca existiu,
não é fato, tampouco promessa,
é um vazio dentro da inconsciência.

29 de maio de 2018

POESIA: Fazendo o Bem...

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Fazendo o bem para quem dele precisa
é fazer sem olhar a quem;
multiplicar, repercutir a vida,
o bem se reinventa, produz outros bens.

Fazer o bem sempre,
na chegada e na partida;
o bem pelo próprio bem,
e abundantemente de bem
enquanto iniciativa!

21 de maio de 2018

POESIA: O Grande Momento na Vida.

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O grande momento que temos na vida,
a felicidade nas pequenas coisas,
não enche a sua e nem a minha gaveta,
não pode ser achado em quaisquer guarda-roupas;
é o que perdura e o que ecoa feito boa lembrança na memória,
é aquele momento raro, assim infinito;
é o todo dos grandes momentos da vida, dos que a fazem valer a pena,
é tocar a música certa para cada indivíduo, para cada coração,
é saber quando chegar, como e por onde entrar em outra vida,
é reconhecer o direito dos que se vão, o valor também na partida,
é saber-se o mais pleno possível, íntegro consigo,
é falar e fazer só o que realmente importa, relaxar,
é levantar morada para quem fica, semear a gratidão.

[O grande momento que temos na vida é a própria vida: incoerente, imperfeita, misteriosa, rica, bonita; vêm de entender que tudo tem o seu tempo, mesmo quando incompreensível for a sua razão. A vida não se explica, acontece!]

14 de maio de 2018

POESIA: Vedes o verde!


Vedes o verde!
Vedes o ainda verde!
O verde entre verdes invadindo a sua janela.
O verde, verde verde,
o verde da floresta.

Vedes o verde!
Vedes o que ainda se põem feito verde!
Ele reflete a cor da vida, limpa a sua família.
O verde, verde verde,
um verde de flores e de citronela.

Vedes, aquele antigo verde?
Me diga por favor se ainda o vedes, já não tão verde!
Não vejo mais partes verdes em parte alguma.
O verde, verde verde,
poluído pelas ternos sobre as terras.

30 de abril de 2018

Já conhecem o Fome de Poesia?


Boa segunda, povo lindo que acompanha esse blog, trago boas novas a todos. As publicações por aqui serão feitas em um novo dia: nas manhãs de segundas. O principal motivo para eu ter criado esse blog era e continua sendo o de exercitar a escrita literária e o de fazer amigos, coisas que, graças a muito trabalho e dedicação, venho alcançando. Pois bem, além do novo dia de publicações por aqui, compartilho com todos o meu novo blog, o Fome de Poesia, onde serão publicadas somente poesias, parte delas escrita por mim, parte por outros autores.

Caso alguém aqui escreva poesias e queira expor no blog ou simplesmente goste de lê-las, já sabem onde encontrar o nosso novo espaço. Bora conhecer o Fome de Poesia?


Abraço forte!

24 de abril de 2018

POESIA: Sabe Aquele Amigo...

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Sabe aquele amigo...
A falta que hoje ele faz...
Transformou-se em ensinamento.
Trouxe riqueza à sua vida.
Justificou os bons momentos.
Superado a dor, o desapontamento,
fez com que as verdadeiras amizades lhe importassem mais.

Sabe aquele amigo...
O amigo que partiu, o que não volta mais...
Te fez crescer, forte e te deu sabedoria.
Apresentou-lhe novos lados da vida que você não imaginava. 
Foi o exemplo de que ela própria não era infinita,
de que amigos são a passagem e não o destino.
Mostrou que tudo que existe, embora importantes, um dia se vai.

20 de abril de 2018

POESIA: Recusa do Desespero.

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Recuso a me desesperar.
Não me rendo ao desespero.
Se por ventura ando por caminhos errados,
levanto, reflito e me corrijo, um ser inteiro.

Recuso a me desesperar.
Os desafios da vida, eu enfrento.
A coragem é prima da fé.
O desespero, um mau comportamento.

Sim, me recuso a desesperar,
lutarei pelos meus e os seus direitos.
Não aceito sentar e esperar
quando, na vida, se triunfa com feitos.

Nunca mais vou me desesperar.
Serei vigilante de mim mesmo.
O meu discurso é fazer o que posso,
fazer o impossível só que do meu jeito.

18 de abril de 2018

POESIA: O Protagonista da Minha Vida.

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O protagonista da minha vida
é quem dela porta e importa à minha memória,
é quem define os meus sentimentos.
Apenas a mim a minha vida pertence.
Aos outros, eu me compartilho.
E se um dia pensou o contrário,
achou que por amor me tens,
saiba que insisto no amor,
esperando que seja recíproco,
mas deixo claro que não lhe pertenço.
Do melhor de mim, tens o melhor do meu convívio.

16 de abril de 2018

POESIA: Condução das Condutas.

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Quem conduz a conduta?
Fala somente quando necessário?
Explica o que verdadeiramente se explica?
Sossega os desassossegados?
Faz paciente os irritados?
Com injustiça não há conduta, apenas amarrados!
Quem conduz a conduta então?
Nos protege dos erros bem-intencionados?
Na condução das condutas, parcimônia e serenidade.
E que se exagere sempre mil vezes em cuidados!