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18 de janeiro de 2017

CAPÍTULO 06: A Queda do Balonista. (Segunda Parte).

balonistas brasileiros

“Meu nome é Julia.” - respondeu, a menina ruiva, que, logo depois, olhou para o lado e apresentou Klara. - “Essa aqui é a minha amiga. O nome dela é Klara.”

“Olá, Klara.” - Lazar a cumprimentou.

“Oi.”

“Que faz por aqui?”

Invés de responder, a pequena búlgara quis saber:

“O senhor não viu minha vovó quando estava lá encima?”

“Sua vovó?”

“Sim, minha vovó.” - reiterou, Klara, descrevendo-a. - “Ela é magra, tem os cabelos compridos e a pele é clara, quase da mesma cor que a minha. Ela também é bem mais alta do que eu. O nome dela é Yordanka.”

Lazar sequer pareceu prestar atenção no que Klara dizia. Para a frustração da menina, depois que ela descreveu a avó, ele a encarou como se a visse pela primeira vez.

“Olá, pequena.” - disse carinhosamente e, sorridente, se apresentou. - “Muito prazer, meu nome é Lazar. Sou o primeiro balonista da cidade de Gabrovo.”

O balonista apertou a mão de Klara e Julia, cumprimentando-as novamente, e disse o que elas já haviam ouvido por duas vezes:

“Onde eu estou?” - perguntou, coçando a cabeça.

Desapontada, Klara olhou para a amiga, que, rapidamente, interveio.

“Acho que ele bateu a cabeça quando caiu no chão.” - sussurrou, Julia, igualmente frustrada, referindo-se ao momento da queda do balão. - “Deve ter perdido a memória.”

“É a minha vovó.” - Klara voltou as atenções ao balonista e disse pausadamente. - “Ela sumiu. O nome dela é Yordanka. Não viu ela quando estava lá encima?”

“Sua vovó desapareceu?”

“Sim, minha vovó desapareceu.” - Klara respirou fundo para manter-se calma. - “O nome dela é Yordanka e ela também tem um amigo que se chama Kristo.”

Julia novamente interveio.

“Não precisa ficar triste, Klara.” - confortou, a menina ruiva, perguntando ao balonista. - “Tem certeza que não viu a vovó dela?”

“Lamento, Klara, mas eu não vi a sua vovó.” - respondeu, enfim, Lazar.

Assim, a menina de Gabrovo teve a ligeira sensação de que nunca mais voltaria a ver Yordanka. A velha desaparecera misteriosamente. - “Minha vovó foi embora e me abandonou.” - pensou, ingênua.

Boris, nesse meio tempo, manteve-se ocupado ao fuçar no balão de Lazar, mas, lá encima, outro balão se aproximava vagarosamente. O cão pastor foi o primeiro que percebeu o ponto roxo se destacar do imenso céu azul.

“O que foi dessa vez, Boris?” - perguntou, Julia, irritada com o escândalo que ele fazia. - “Por que está latindo?” - quis saber.

A menina ruiva ainda não havia visto o balão.

Latindo, Boris começou a correr, eufórico, pelo descampado enquanto esperava que o outro balão também caísse.


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16 de janeiro de 2017

CAPÍTULO 06: A Queda do Balonista. (Primeira Parte).

balões subindo e desaparecendo no céu

Sequer suspeitavam, mas, acima das nuvens, um homem, a bordo de um balão amarelo, passava apuros enquanto tentava reacender a chama do maçarico.

“Socorro!” - gritava, ele, desesperado.

O balão perdia altitude rapidamente conforme o ar quente escapava por um rasgo no tecido, até que, certo tempo depois, quando já estava razoavelmente próximo do chão, uma das meninas o avistou.

“Olha, o balão está caindo!” - gritou, Klara, à amiga, apontando para cima.

“Onde?” - perguntou, Julia, que, imediatamente, tratou de olhar na direção em que ela apontava. Apreensiva, a menina ruiva viu o balão e perguntou. - “E agora, o que a gente faz?”

Klara a encarou sem resposta. Não havia pensado que alguém dentro do balão pudesse estar em perigo. Não conseguia imaginar o sufoco que aquele balonista estava passando para evitar o inevitável.

“A gente só pode torcer para que ele não se machuque.” - respondeu.

O cão pastor, no primeiro instante que viu o balão, explodiu em latidos e começou a correr pelo descampado.

“Quieto, seu malvado!” - repreendeu-o, Julia.

Mas Boris não parou de latir, parecia sentir a agonia do homem, que, embora tomado pelo desespero, conseguiu pousar o balão bruscamente. Com o impacto do cesto no chão, o balonista foi arremessado alguns metros à frente, para fora do cesto, e caiu de costas na grama.

Assim que chegou perto dele, Julia foi logo perguntando.

“O senhor está bem?”

O balonista, no entanto, visivelmente atordoado, perguntou de volta:

“Onde eu estou, meninas?”

Julia e Klara se entreolharam, ainda mais preocupadas.

“Será que ele perdeu a memória?” - Julia sussurrou à amiga, que a encarou sem qualquer resposta.

“Eu ainda estou vivo?” - emendou, o balonista, deitado no chão.

“Sim.” - respondeu, Julia, que depois perguntou. - “Se machucou?”

“Eu acho que estou bem, meninas.” - ele respondeu, acrescentando. - “Não se preocupem comigo, não me feri. Apesar de praticamente ter despencado das nuvens, eu estou bem, ou, pelo menos, não sinto nenhum osso quebrado. Só estou com o corpo dolorido e um pouco tonto, mas estou bem.”

Desengonçado, o balonista se levantou do chão e insistiu na pergunta:

“Então, onde eu estou?”



“A gente também gostaria de saber isso.” - Julia respondeu, levantando o olhar para ele. - “Esse lugar é muito bonito, o senhor não acha?”


“Sim, realmente.” - disse, ele. - “Vendo a paisagem em segurança, com os pés plantados no chão, dá até para ver que este é um lugar muito bonito.” - atestou, com certo sarcasmo, e exclamou. - “Não fazem ideia, meninas, fiz uma aterrizagem e tanto; pensei até que fosse morrer!”

Discretamente, Julia e Klara riram. Pareciam ver graça no modo como ele falava. O balonista, por sua vez, se apresentou:

“Meu nome é Lazar.” - disse pomposamente, estendendo a mão para elas. Orgulhoso, ainda acrescentou. - “Sou o primeiro balonista da cidade de Gabrovo.”

Lazar era um homem alto, jovem e magro. Mas, o que chamava mesmo a atenção das meninas era sua bela cabeleira loira e seu rosto bem desenhado. Era charmoso e muito bonito.


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