Mostrando postagens com marcador Céu de Balões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Céu de Balões. Mostrar todas as postagens

15 de fevereiro de 2017

CAPÍTULO 10: Céu de Balões (2° Parte).

balões coloridos no céu, balões com pôr de Sol ao fundo, sombra de balões

Klara, ao ver o anjo do lado de Zita, não se conteve e foi logo revelando:

“Eles estão indo para um vale onde as meninas podem brincar o dia todo.”

“Para um vale sagrado.” - emendou, Julia.

“Para um vale?” - Milosh fingiu surpresa.

“Sim. Para um vale muito bonito.”

“Isso mesmo, os balões estão indo para o mais bonito de todos os vales.” - disse, Milosh, às meninas. - “Eles estão indo para o Vale das Rosas.”

“Vale das Rosas?” - Klara o encarou, com certa estranheza, ao mesmo tempo que imaginava todos aqueles balões pousando numa plantação de rosas. - “Onde fica esse vale?” - perguntou.

“O Vale das Rosas fica perto da cidade de Kazanlak e é cercado por montanhas.” - respondeu, Milosh, divertindo-se com a inesgotável curiosidade das duas meninas.

A resposta, obviamente, frustrou Julia e Klara que esperavam ouvir mais. - “Todo o lugar que eu conheço é cercado por montanhas.” - pensou, a pequena Klara. De fato, não parecia existir lugar algum na Bulgária em que não houvesse uma montanha por perto para embelezar a paisagem.

Conforme a manhã avançava, os anjos que ainda dormiam, ao saírem de suas tendas, também se impressionavam com o céu coberto por balões.

“O que está acontecendo?” - perguntou, docemente, um anjinho que acabara de sair de uma das tendas, à sua mãe.

“Um milagre.” - ela respondeu em tom amoroso.

“Um milagre?” - o anjinho perguntou de volta.

“Sim, meu filho.” - garantiu, a mãe, dizendo. - “Esse céu é um presente para todos nós, um maravilhoso milagre.”

Zita e Milosh, há uma certa altura da manhã, afastaram-se das meninas e retornaram para suas respectivas tendas. Ambos tinham muito o que fazer após o banquete daquela noite. As duas amigas, porém, continuaram contemplando o céu.

“Por que a minha mamãe nunca me falou sobre o vale?” - perguntou-se, Klara, silenciosa.

Boris, por sua vez, ignorou os balões e voltou-se para alguma coisa que parecia se mover, com rapidez, na mata fechada, clareando-a como se fosse uma fogueira viva, um vulto em chamas. Sem chamar a atenção de Julia, ele disparou a correr atrás da criatura, desaparecendo na vegetação. Um certo tempo depois é que a menina ruiva notou a falta do cão pastor.

“Onde ele está?” - perguntou para Klara.

“Quem?”

“O Boris.” - respondeu, Julia. Klara levantou o olhar à amiga, sem deixar qualquer dúvida de que não sabia para onde ele havia ido.

“Eu não sei.” - respondeu.

Rapidamente, Julia a puxou pelo braço e, então, foram procurá-lo.

“Boris, seu malvado!” - gritava, nervosa, caminhando apressadamente entre os anjos ciganos.


CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

13 de fevereiro de 2017

CAPÍTULO 10: Céu de Balões (1° Parte).

balões subindo no céu, competição de balonistas, balões no céu

O primeiro balão surgiu no primeiro minuto da manhã, assim que os primeiros raios de Sol iluminaram o acampamento, e, por ser apenas um, não havia despertado a atenção de ninguém. Mas, tão logo o céu encheu-se deles, tornou-se absolutamente impossível não vê-los ou admirá-los.

“São lindos, realmente!” - exclamou, Zita, ao ver Julia e Klara observarem, enfeitiçadas, os balões colorirem o céu.

“Aonde eles estão indo?” - perguntou, Klara.

“Estão indo para um vale muito bonito.” - Zita respondeu.

“Onde fica esse vale?” - quis saber, Julia, sem desviar o olhar dos balões. - “É longe daqui?” - perguntou.

“Bom, apesar de não conhecer o vale pessoalmente, sei que é um pouco longe daqui.” - respondeu, Zita, ressaltando. - “Todos que já estiveram lá, dizem que é um lugar maravilhoso e que as meninas brincam o dia todo, sem se cansarem.”

“Tem menina lá?” - perguntou, Klara, que, de repente, ao ouvi-la, ficou com uma enorme vontade de conhecer o vale.

“Sim, querida.” - Zita respondeu. Sua voz, propositadamente, ecoava num tom de fantasia. - “Lá, vivem muitas meninas.” - revelou. - “Elas brincam o dia inteiro e não se machucam.”

“Elas não se cansam e não se machucam?” - perguntou, Julia, surpresa. - “Por que?”

“Porque lá não existe cansaço e nem perigo.” - assegurou, Zita. - “É um lugar sagrado, protegido por Deus.”

Ao avistar os balões, Boris, que dormia do lado de fora da tenda de Zita, voltou a ficar eufórico e pôs-se a latir. Correndo de um lado para o outro, fez, a todo custo, chamar a atenção de sua dona.

“Quieto, seu malvado!” - Julia o repreendeu, dizendo. - “Não é só você que está vendo os balões, eu também estou vendo eles.”

Não menos impressionado, Milosh se aproximou da irmã e comentou:

“Com eles tão colados uns aos outros, fica difícil escolher o mais bonito.”

“Bom dia.” - Zita o cumprimentou e, descontraidamente, perguntou. - “Por que alguém escolheria o mais bonito se pode contemplar todos?”

“Tem toda a razão.” - concordou, Milosh.


CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.