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26 de junho de 2017

"Os Irmãos Karamázov" por Flávio Ricardo Vassoler (VÍDEO).

vídeo do escritor e professor Flávio Ricardo Vassoler

Flávio Ricardo Vassoler e escritor e professor, doutor e mestre em teoria literária e literatura comparada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com estágio doutoral junto à Northwestern University, nos Estados Unidos. É autor de Tiro de Misericórdia e O Evangelho segundo Talião, e organizador do livro de ensaios Fiódor Dostoiévski e Ingmar Bergman: O niilismo da modernidade. No vídeo baixo, Vassoler conseguiu apresentar de forma clara e generosa Os Irmãos Karamázov, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, como poucos poderiam.

Sobre a obra...

Os Irmãos Karamázov foi escrito em 1879 e publicado no ano seguinte. Trata-se de uma narração muito pormenorizada de fatos aludidos em uma cidade afastada russa. O narrador pede constantes desculpas ao leitor por não saber alguns destes fatos, por considerar a própria narrativa longa - o livro passa de 700 páginas! - e por considerar seu herói alguém pouco conhecido ou, até mesmo, insignificante. A narrativa não só conversa com o leitor, mas é omnipresente e também indica ou infere os pensamentos dos incontáveis personagens. Provavelmente o nome Karamázov foi forjado a partir de "kara", que significa castigo ou punição, e do verbo "mázat", que significa sujar, pintar, não acertar.

Super recomendo! Dou nota mil, haha!


10 de junho de 2017

Guimarães Rosa, Um Olhar Generoso Para o Sertão.

programa Quem Somos Nós, projetos da atriz Maria Fernanda Cândida

Minas Gerais é, entre os estados brasileiros, dos mais férteis em grandes autores, em autores que fazem a literatura "coisa dos grandes". Guimarães Rosa talvez seja o exemplo mais genuíno do escritor que consegue corresponder à identidade brasileira. Não sem muito exagero muitos intelectuais derramam mágoas e chorumelas (desculpem a maldade, kkk) ao fato de Guimarães Rosa não ter ganho o Nobel de Literatura.


Segundo Pedro Paulo Braga de Sena Madureira, a literatura de Guimarães Rosa não é para entender, mas para seduzir. Digo que concordo inteiramente com a afirmação.

E vocês, leitores, acham também uma injustiça Guimarães Rosa não ter recebido o Nobel?


9 de junho de 2017

Cem Anos de Solidão e Um Tal de Gabriel García Márquez.

aula da professora Joana Rodrigues

Vencer um prêmio Nobel de Literatura não seria pouca glória para qualquer escritor do mundo, e se esse escritor for latino-americano então essa glória certamente seria lembrada por anos e anos em seu país. Pois bem, imagine então quando esse prêmio é dado a um Gabriel García Márquez como consequência de uma obra que praticamente inventou todo um movimento literário, o realismo fantástico. A obra em questão é Cem Anos de Solidão, um retrato alegórico do continente.

Joana Rodrigues, em um bate-papo com Celso Loducca, fala de Cem Anos de Solidão e de Gabriel García Márquez, agraciado com o Nobel em 1982.

Se não assistir depois de todo o apelo que fiz, não diga que não avisei, haha!



8 de junho de 2017

Fausto, de Goethe, por Marcus Mazzari (VÍDEO).

Professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP

Professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP, Marcus Mazzari deu uma verdadeira aula sobre Fausto, leitura fundamental da literatura alemã, a este humilde e carente de cultura blogueiro (exagerei um pouco, rs, desculpe!). A própria vida do autor foi abordada na conversa. A aula foi dada ao programa Quem Somos Nós?, realizado pela Casa do Saber.

Ótimo bate-papo, excelentes informações! Recomendo enormemente que confiram e têm a minha palavra que a próxima 1 hora e 27 minutos não será um tempo perdido.

Bora dar um play no vídeo abaixo?


7 de junho de 2017

Macbeth e a conjuntura política por José Garcez Ghirardi.

metre e doutor em literatura inglesa

Macbeth talvez não seja a maior obra de William Shakespeare, o que não é nenhum demérito, afinal, Shakespeare não foi nada modesto em matéria de clássicos, rs. Impossível eleger sua melhor obra!

Partindo de Macbeth, José Garcez Ghirardi, mestre e doutor em literatura inglesa, faz um paralelo entre a história contada por Shakespeare e a atual conjuntura política, passando pela questão entre o desejo e o dever, a legitimidade e os meios na busca do poder e as consequências de nossas escolhas.

Mil vezes recomendaria o vídeo abaixo; sensacional!


6 de junho de 2017

Zygmunt Bauman e uma tal Modernidade Líquida.

palestra sobre Zygmunt Bauman

Morto em janeiro desse ano, Zygmunt Bauman foi um dos maiores pensadores do nosso tempo e, certamente, um dos mais badalados. Bauman foi o responsável por cunhar o famoso conceito da modernidade líquida.

Abaixo, uma ótima conversa com Luís Mauro Sá Martino. O professor explica o que é essa tal modernidade líquida e como nasceu o conceito, e traz um retrato bastante interessante sobre quem foi Zygmunt Bauman.

Vale muito a pena assistir!


5 de junho de 2017

Michel Foucault pelo filósofo Oswaldo Giacoia Junior.

palestra sobre Michel Foucault

Michel Foucault foi um filósofo, historiador das ideias, teórico social, filólogo e crítico literário francês. Morreu em Paris, em 25 de junho de 1984. Não há dúvidas de que foi um dos maiores e mais importantes pensadores da história da humanidade.

Oswaldo Giacoia Junior, filósofo e escritor, dá uma verdadeira palestra sobre quem foi Foucault em um bate-papo com Celso Loducca, do programa Quem Somos Nós?. Um bate-papo nada muito cabeça, rs, podem confiar em mim. Se gosta de cultura e conhecimento, vai gostar do vídeo abaixo.

Espero que aprendam tanto quanto eu aprendi!

Até a próxima indicação!


4 de junho de 2017

Friedrich Nietzsche pela professora Scarlett Marton.

professora Scarlett Marton palestrando

Scarlett Marton, além de professora de história da filosofia, é considerada uma das maiores conhecedoras brasileiras do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Depois que assisti o vídeo que indico neste post é que posso dizer que sei quem foi Nietzsche.

Simplesmente, sensacional!

Recomendo muito que assistam!

Pedido: não se esqueçam de deixar um singelo comentário abaixo do post, dizendo o que acharam das explicações da professora.

Um filosófico abraço a todos, rs.


3 de junho de 2017

Mauricio Marsola fala sobre Albert Camus (Entrevista em Vídeo).

entrevista em vídeo sobre Albert Camus

Não seria exagero eu afirmar que Albert Camus figura entre os dez maiores escritores franceses de todos os tempos; e olha que a literatura da França é uma das mais ricas do mundo, rs.


Doutor em filosofia pela USP, Mauricio Marsola, ao participar do programa Quem Somos Nós?, realizado pela Casa do Saber, não economiza conhecimento do fato ao falar sobre a vida e a obra do escritor, dramaturgo e filósofo francês, nascido na Argélia.

Bora conferir mais essa aula!


2 de junho de 2017

Uma aula sobre Baruch Espinoza com Clóvis de Barros Filho.

aula sobre Baruch Espinoza com o professor Clóvis de Barros Filho

Se pudesse resumir em duas palavras o que aprendi com esta aula do professor Clóvis de Barros Filho, as palavras seriam "excepcional" e "descoberta". Adorei "conhecer" Baruch Espinoza e descobrir a existência de sua rica obra sobre o relacionamento humano em sua forma mais essencial. Adorei mesmo e tenho certeza que também adorarão!

O vídeo tem pouco mais de 1 hora e 8 minutos de duração.

Então, bora dar o play e prestar muita atenção na aula!


1 de junho de 2017

Sigmund Freud por Luiz Felipe Pondé. (ÓTIMA ANÁLISE!)

análise sobre Freud de Pondé

Nunca pensei que fosse gostar tanto de ouvir sobre psicanálise na minha vida. O autor deste milagre: Luiz Felipe Pondé. O motivo: aprender um pouco mais sobre a vida e o legado de Sigmund Freud.

Trago para vocês neste post, um ótimo vídeo onde Pondé conta tudo sobre Freud. E quando eu disse tudo é tudo mesmo, rs.


Assistam na integra e me digam nos comentários se não valeu a pena a indicação!

Abraço e até próxima!



31 de maio de 2017

Leandro Karnal, o melhor fofoqueiro de Shakespeare.

Leandro Karnal dando aula em Campinas

Amigos, a indicação de hoje não é nada mais nada menos do que sensacional, podem apostar no que estou dizendo!


Leandro Karnal mergulha de cabeça (seria esta uma ironia, rs?!) na vida e na obra do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare, nascido em 1564 e morto em 1616.


Sua vida.
Sua obra.
Seu tempo.
Leandro conta tudo!


Não tenho muito o que dizer,, é só assistir e ver que não estou exagerando. Leandro Karnal é uma cachoeira de conhecimento, haha! Formidável!


30 de maio de 2017

Hannah Arendt por Franklin Leopoldo e Silva.

aulas do professor Franklin Leopoldo e Silva

Olá, pessoal, sou um cara que tem fome e sede de cultura, e imagino que não seja o único. Pois bem, a partir de hoje, compartilharei aqui no blog dicas de vídeos no YouTube de entrevistas, programas e documentários que vi e que gostei. Todos eles com muito conhecimento, cultura e curiosidades.

Assim sendo, começo com uma conversa super interessante com o professor Franklin Leopoldo e Silva a respeito do pensamento de Hannah Arendt, filósofa política alemã de origem judaica. Hannah Arendt foi uma das mais influentes pensadoras do século XX.

Simplesmente, muto bom!


Espero que aprendam e apreciem tanto quanto eu!


24 de maio de 2017

A Última de Clarice.

matéria sobre a última entrevista de Clarice

Olá pessoal, neste post quero lhes indicar um vídeo interessantíssimo que, provavelmente, não seja nenhuma novidade para vocês.

Me refiro a uma rara entrevista de Clarice Lispector ao repórter Júlio Lerner, da TV Cultura. A entrevista foi concedida em 1977, ano da morte da icônica autora. Depois de gravada, Clarice pediu que a entrevista só fosse divulgada após sua morte. A entrevista foi ao ar dez meses depois de ter sido concedida. Clarice morreu, em dezembro daquele ano, em decorrência de um câncer de ovário, aos 57 anos.

Então, chega de blablablá... segue-se a última de Clarice!


28 de fevereiro de 2017

Processo Criativo de Eliziane Dias: CONTO ACORDES.

Conto da autora e blogueira Eliziane Dias

Olá, pessoal, supernovidade no blog!

Hoje, vou falar do processo de Eliziane Dias em seu conto "Acordes". O conto foi escrito e publicado no MISS (Menina Irreverente Sabida e Socrática). Pode ler o conto clicando AQUI.

Movo-me para direita em direção à janela. As trevas haviam ganhado a estrada lá fora. Levanto-me e vou ao banheiro mesmo sem vontade e quando volto, fico na mesma posição tentando imaginar uma vida perfeita para mim e inventando possibilidades de situações inesperadas e quase impossíveis na minha viagem. E é assim que a fantasia me tira do estado agonizante de tédio.


Pois então, sem mais delongas, começamos com algumas perguntas que fiz à autora:


Rob Camilotti: Quando e como surgiu a ideia do conto?

MISS: Um amigo postou uma foto de um ambiente lindo. Quando eu vi aquela foto, eu fiquei encantada e comecei a pesquisar sobre aquele local. Na hora, surgiu a ideia de escrever algo sobre ele. Já que eu não podia estar lá, eu precisava mandar alguém. E no caso eu enviei o personagem à esse lugar lindo que é Capitólio. O conto só surgiu quando meus olhos tocaram aquela fotografia linda do Lago de Furnas.


Rob Camilotti: Sobre o que é o conto?

MISS: Sobre um músico que ama muito o que faz, mas que não consegue se manter vivendo de música. O que é muito comum, não é? Quem ama a arte e quer viver do que ama, acaba encontrando muitas dificuldades. Talvez ele tenha cansado.

Rob Camilotti: Que parte do conto mais gosta? Tem algum trecho preferido?

MISS: Eu amo a parte que ele começa a sentir a música e passa a tocá-la de forma imaginária. Juro que me divirto lendo esse trecho. Vai por mim... Todos os músicos do mundo são loucos assim: tocam instrumentos musicais imaginários. Ele começa a lembrar de uma música e não consegue conter-se. Fica inquieto! Na verdade, isso acontece com qualquer um que goste muito de música. Quem nunca fingiu estar fazendo um solo de guitarra atire a primeira pedra!

Rob Camilotti: Que acredita ser o ponto forte do seu conto? Que ele tem de melhor?
MISS: Eu acredito que seja a forma como o narrador-personagem fala sobre sua viagem. Isso instiga às pessoas ao desejo de conhecer Capitólio.

Rob Camilotti: Teve muitas dificuldades em escrever o conto? Bloqueios? Quais?
MISS: Fiquei muito assustada com a rapidez que o escrevi. Goulart Gomes, o autor de Poetrix, diz que a escrita é 10% inspiração e 90% transpiração. E eu transpiro muito para escrever qualquer coisa, mas dessa vez foi rápido. Embora eu acredite que o meu amor pela música, e por ter vindo de uma família de músicos, tenha me ajudado bastante. Sei bem das dificuldades.

Rob Camilottti: Quem é(são) o(s) protagonista(s) do conto?
MISS: Só sabemos que ele é um músico. Ou pelo menos foi.

Rob Camilotti: Gosta do resultado final do conto? Quanto?
MISS: Gosto! De 0 à 5, eu gosto 3, 5. Eu sou muito crítica em relação ao que escrevo.

Rob Camilotti: Para encerrar, tem alguma coisa que gostaria de dizer sobre o conto? Alguma curiosidade? Uma confidência?
MISS: Bom, eu acredito plenamente que devemos nos esforçar para sermos os melhores naquilo que amamos fazer, porque se trabalhamos com o que gostamos, a vida se torna mais significativa. E é possível viver do que se gosta, ainda que seja difícil, mas... a decisão que o personagem toma em relação a sua carreira e que se revela no fim do conto, é o que mais se aproxima da realidade. E saber que muitas vezes permitimos que a realidade mate nossos sonhos, é assustador.

Minhas mãos se agitam em minhas pernas e, deixando o livro no banco ao lado, começo a tocar um piano invisível quando o blues de John Lee Hooker começa a reverberar em minha memória, depois meus dedos passam a dedilhar as cordas de uma guitarra imaginária. Em breves instantes eu movo os punhos fechados com baquetas e uma bateria imaginária à minha frente também. Bato os pés no chão acompanhando o compasso. Conforme a canção cresce, meus ombros e cabeça tomam o ritmo de forma enérgica e apaixonada. Uma pantomima executada tranquilamente já que ninguém conseguirá assistir meu show particular e enlouquecido. A escuridão é tão presente que com ousadia eu mordisco o canto do lábio inferior, dou uma piscadela e aponto os dedos indicadores para frente, complacente com a aprovação da platéia.

Obrigado, Eliziane!


É isso, pessoal, espero que tenham gostado da entrevista com a autora. Espero que tenha conseguido mostrar o processo criativo que a levou à escrita do conto "Acordes".

E você, curte contos? Compartilha com o blog, nos comentários!