Preto e branco na tela.
Chaplin, o gênio do mundo!
Figura no tempo, uma América na tela.
Um gestual perfeito mesmo que mudo!
Vida exagerada, elegância contida!
Chaplin, ditador, operário, pedinte amoroso.
Atrizes e atores, alunos que o esperam.
E vão sucedendo cenas com o eterno professor!
Luz, câmera, ação:
Chaplin, sempre, o maior gênio do humor!
Fazendo de conta, retratos na tela.
Ao Garoto, um olhar generoso ao mundo!
Mazelas aos pobres e se conhecem os nobres.
Beijo a cores – suspiro às noites? - carinho profundo!
O galã e uma atriz que se beijam.
Cinema mudo com música se diz tudo!
A fluência, a imaginação sem limites.
Perseguido sem motivos pelos xerifes dos sem-assuntos!
Câmeras a postos,
rodam-se, as cenas!
Luzes no estúdio,
personagens veem à vida!
Elenco a postos,
o mestre que então chega!
Tempos em preto e branco,
honrado pequeno gigante da arte reflexiva!
