“Meu nome é Julia.” - respondeu, a menina ruiva, que, logo depois, olhou para o lado e apresentou Klara. - “Essa aqui é a minha amiga. O nome dela é Klara.”
“Olá, Klara.” - Lazar a cumprimentou.
“Oi.”
“Que faz por aqui?”
Invés de responder, a pequena búlgara quis saber:
“O senhor não viu minha vovó quando estava lá encima?”
“Sua vovó?”
“Sim, minha vovó.” - reiterou, Klara, descrevendo-a. - “Ela é magra, tem os cabelos compridos e a pele é clara, quase da mesma cor que a minha. Ela também é bem mais alta do que eu. O nome dela é Yordanka.”
Lazar sequer pareceu prestar atenção no que Klara dizia. Para a frustração da menina, depois que ela descreveu a avó, ele a encarou como se a visse pela primeira vez.
“Olá, pequena.” - disse carinhosamente e, sorridente, se apresentou. - “Muito prazer, meu nome é Lazar. Sou o primeiro balonista da cidade de Gabrovo.”
O balonista apertou a mão de Klara e Julia, cumprimentando-as novamente, e disse o que elas já haviam ouvido por duas vezes:
“Onde eu estou?” - perguntou, coçando a cabeça.
Desapontada, Klara olhou para a amiga, que, rapidamente, interveio.
“Acho que ele bateu a cabeça quando caiu no chão.” - sussurrou, Julia, igualmente frustrada, referindo-se ao momento da queda do balão. - “Deve ter perdido a memória.”
“É a minha vovó.” - Klara voltou as atenções ao balonista e disse pausadamente. - “Ela sumiu. O nome dela é Yordanka. Não viu ela quando estava lá encima?”
“Sua vovó desapareceu?”
“Sim, minha vovó desapareceu.” - Klara respirou fundo para manter-se calma. - “O nome dela é Yordanka e ela também tem um amigo que se chama Kristo.”
Julia novamente interveio.
“Não precisa ficar triste, Klara.” - confortou, a menina ruiva, perguntando ao balonista. - “Tem certeza que não viu a vovó dela?”
“Lamento, Klara, mas eu não vi a sua vovó.” - respondeu, enfim, Lazar.
Assim, a menina de Gabrovo teve a ligeira sensação de que nunca mais voltaria a ver Yordanka. A velha desaparecera misteriosamente. - “Minha vovó foi embora e me abandonou.” - pensou, ingênua.
Boris, nesse meio tempo, manteve-se ocupado ao fuçar no balão de Lazar, mas, lá encima, outro balão se aproximava vagarosamente. O cão pastor foi o primeiro que percebeu o ponto roxo se destacar do imenso céu azul.
“O que foi dessa vez, Boris?” - perguntou, Julia, irritada com o escândalo que ele fazia. - “Por que está latindo?” - quis saber.
A menina ruiva ainda não havia visto o balão.
Latindo, Boris começou a correr, eufórico, pelo descampado enquanto esperava que o outro balão também caísse.
CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

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