De mãos dadas, as duas amigas foram se afastando do acampamento na medida em que o procuravam por uma trilha de terra.
“Aonde será que ele foi?” - perguntou-se, Julia, em voz alta.
Ao mesmo tempo que, atentamente, observava em volta, Julia também olhava para Klara, que se mostrava igualmente preocupada. Boris desaparecera de repente, silenciosamente, e com todo o mistério.
“Tem alguma coisa se mexendo ali.” - indicou, Klara, um ponto específico na mata.
Julia voltou as atenções na direção que a amiga apontou e logo foi surpreendida. O verde da mata se acendeu e uma raposa em chamas, majestosamente, saltou na frente delas como uma fera de fogo.
“É a minha mamãe, Velislava!” - exclamou, aliviada, ao ver que se tratava da raposa.
Porém, Klara não sentiu a mesma tranquilidade. Apavorada, ela correu para trás da amiga e suplicou à fera:
“Por favor, vai embora!”
“Ela é a minha mamãe.” - disse, Julia, tentando tranquilizá-la. - “Não vai te fazer mal.”
“Sua mamãe?”
“Sim.” - Julia garantiu. Ela deu as costas à raposa e, colocando-se de frente para a amiga, perguntou. - “Não se lembra de quando eu disse que a minha mamãe se chamava Velislava?”
“Sim, mas você não disse que a sua mamãe era uma raposa.” - respondeu, Klara. Mesmo com tamanha tranquilidade, o pavor de Klara só se fazia aumentar. Velislava, por sua vez, pareceu antever o medo que provocaria na pequena búlgara, pois, após saltar da mata, ficou parada na frente de Julia.
“E o que há de mau em ser uma raposa?” - Julia perguntou, ligeiramente ofendida com a resposta de Klara. - “É a primeira vez que você vê uma raposa de fogo?”
Klara balançou a cabeça, respondendo que sim. Nunca tinha visto uma raposa comum, quiçá uma igual a Velislava, que expelia fogo dos pelos.
CONTINUE ACOMPANHANDO A HISTÓRIA NAS PRÓXIMAS POSTAGENS.

A características da raposa me lembra muito a nossa cultura em volta do folclore brasileiro, por ter essa temática rodeada de animais com poderes sobrenaturais, achei bastante interessante e com certeza acompanharei aos próximos capítulos!
ResponderExcluirRosa, fico feliz que tenha gostado. Sobre o folclore, apesar da história se passar na Bulgária, certamente alguma inspiração eu tive. É muito rico realmente.
ExcluirBoa leitura, continue acompanhando.